roda está associada à perfeição sugerida pelo círculo, mas com alguma valência de imperfeição, pois refere-se a algo que ainda não está estabelecido, refere-se ao devir cíclico, a algo em continuidade e que está sujeito a contingências. O simbolismo da roda está bastante associado ao seu movimento e à sua disposição radial, remetendo também ao espiral. Nessa medida, a roda representa o mundo, que é como uma roda dentro de uma roda, ou uma esfera dentro de uma esfera. ” (https://www.dicionariodesimbolos.com.br/roda/)

Roda de conversa no São Paulo Open Centre pretende ser um espaço aberto de reflexão sobre temas que estão na agenda da educação e que impactam no fazer cotidiano da nossa sala de aula. Espaço de troca, de reflexão coletiva e lugar para novos insights!

Valor do investimento = R$85 (cada encontro)

Condição especial para participação nos 4 encontros: R$275,00

08 de março:
A pedagogia da escuta e do olhar no processo educativo – profa. Sandra Regina Rodrigues
Das 19 às 21h

Justificativa: Na sociedade contemporânea, marcada pelo advento de novas tecnologias de comunicação e informação, verifica-se a necessidade de ampliarmos ou em alguns casos, revisitarmos, algumas concepções. Recebemos informações de tudo e de todos, a todo tempo.

Nas instituições de ensino, nossos alunos e demais integrantes da comunidade escolar, nos dão informações de muitas maneiras. Nem sempre utilizando a mesma linguagem ou o mesmo recurso de comunicação.

Paulo Freire já dizia que a escuta vai além da capacidade auditiva e que quando aprendemos a escutar o nosso aluno, podemos passar a falar COM e não PARA ele.

Na Pedagogia do Olhar, Rubem Alves ressaltava que “os olhos têm que ser educados para que nossa alegria aumente”.

Assim, é preciso (re) educarmos o nosso olhar.

Precisamos (re) aprender a olhar e a escutar.

Sabemos escutar? Selecionamos quem e o que escutamos?

Sabemos escutar o diferente? Sabemos conviver com o diferente?

Sabemos respeitar o diferente?

O que estas perguntas têm a ver com o processo educativo dos nossos alunos?

Esta palestra tem como objetivo discutir estas e outras reflexões sobre a importância da Pedagogia da Escuta e do Olhar no Processo Educativo.

29 de março:
Cognição, Tecnologia e Aprendizagens: por um novo arranjo social da escola e da sala de aula –prof. Paulo S. Rota
D
as 19h às 21h

Justificativa: As novas tecnologias de informação, comunicação e redes sociais tem alterado a experiência e a partilha do sensível. A educação formal, escolar, encontra-se diante de desafios para a melhoria da aprendizagem. Instituições e professores percebem em seus estudantes dificuldade em transitar entre a aprendizagem que constroem a partir do uso de tecnologias digitais e a aprendizagem escolar. Diante disso criou-se nas escolas um clima novidadeiro de uso de ferramentas que, per si, solucionariam essas dificuldades: apps, plataformas educacionais, até drones tem sido utilizado como forma de tentar transpor a experiência dos estudantes e suas aprendizagens que ocorrem fora do contexto escolar para os conteúdos curriculares formais, no entanto nessa abordagem a tecnologia tem sido vista como algo fora, externo à escola e à sala de aula. Por qual razão? Há outras formas de se compreender a tecnologia?

De forma simultânea à tecnologia outro desafio das escolas e dos professores reside na chamada Educação Integral e nas competências sócio emocionais.

Assim temos dois campos complementares de inquietações:

É possível compreender a tecnologia de forma orgânica, acolhedora sem representar uma “ameaça” aos professores? Como ocorre a cognição e a aprendizagem no século 21? Por outro lado, o que é e quais as diferentes formas de se entender a chamada Educação Integral? O que são competências sócio emocionais? Como elas estão presentes na aprendizagem escolar?

Enfim, como a tecnologia e competências sócio emocionais se combinam e podem compor cenários de aprendizagem escolar e uma nova arquitetura da aprendizagem?

05 de abril:
Como o novo Ensino Médio e a BNCC impactarão a rotina escolar? prof. Eduardo Francini
Das 19h às 22h

Justificativa: Em 2014, o Plano Nacional da Educação (PNE), em sua meta 3.1, propõe “Institucionalizar programa nacional de renovação do ensino médio, a fim de incentivar práticas pedagógicas com abordagens interdisciplinares estruturadas pela relação entre teoria e prática, por meio de currículos escolares que organizem, de maneira flexível e diversificada, conteúdos obrigatórios e eletivos articulados”. Em 2016, a Medida Provisória foi aprovada pela Câmara Federal e atualmente se encontra no Senado. Em paralelo, uma base curricular nacional está sendo desenhada com o objetivo de “definir os conhecimentos e habilidades essenciais para todos os estudantes, ano a ano, durante sua trajetória na Educação Básica”. Ainda no primeiro semestre de 2017, a terceira versão revisada deve ser lançada para consulta popular. E, por falar em consulta popular, um questionário sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi apresentado à população agora em janeiro para que cada um possa opinar sobre, por exemplo, o formato do exame, os meios e os dias de aplicação.

Ufa!! Com tanta coisa acontecendo, ficamos imersos nas rotinas das nossas escolas e expostos a notícias e opiniões, sem que tenhamos um tempo para entender as propostas de mudanças. Quais as definições desses documentos, seus marcos teóricos? Como suas implantações podem afetar o cotidiano escolar? Quais são os mitos e verdades? Como pensar em currículo (s) nesse cenário? Onde você e sua instituição se encaixam em tudo isso?

26 de abril:
Como mente, cérebro e emoção se conectam? (MBE) – Profa. Mirela Ramacciotti
Das 19 às 21h

Justificativa: Você acredita ser possível pensar sem sentir? Raciocinar sem se emocionar? E como essas ações se passam em nosso cérebro? O que distingue cérebro da mente? E como conciliar essas visões? Um dos princípios que regem a Neuroeducação é que cada cérebro é único. Outro princípio é que não temos cérebros iguais porque somos um produto de nosso contexto e habilidades. Dessa forma, como cada emoção sentida afeta nossa mente e cérebro no dia-a-dia da sala de aula? Que emoções despertamos em nossos alunos e de que forma eles lidam com elas? Como lidar com as emoções que vem de fora, mas que afetam a sala de aula? Precisamos entender que a mente é um produto de nosso cérebro e a forma como prestamos atenção, processamos estímulos e formamos memórias podem ser fatores de risco ou de proteção para nosso aprendizado. Saber o que cada um desses conceitos significa ajudam a resignificar nossa prática e recontextualizar nosso entendimento.

Professores


eduardo-fotoEduardo Francini
Graduado em Letras e Linguística pelo Instituto de Estudos da Linguagem (IEL – UNICAMP) e graduando em pedagogia. É diretor assistente no CLQ – Colégio Luiz de Queiroz (Piracicaba-SP). Professor e consultor pedagógico; examinador oral de Cambridge English Language Assessment, Departamento de Exames da Universidade de Cambridge; foi coordenador e assessor do programa de dupla certificação no Brasil (Texas Tech University e University of Missouri High School).

Sandra Rodrigues atua como educadora há 18 anos. É diretora da Smart Learning Brazil onde desenvolve materiais e estratégias para trabalhar com projetos educacionais. Trabalhou como coordenadora do programa Juan Uribe Schools e atualmente assessora professores e coordenadores na implementação de PBL (Project-Based Learning). É colaboradora de workshops da Oxford University Press e de cursos de extensão no São Paulo Open Centre e no Instituto Singularidades. Graduada em Pedagogia, possui especialização no ensino de inglês para crianças e adolescentes e é mestre em Educação pela Open University do Reino Unido.

mirela-foto

Mirela Cunha Cardoso Ramacciotti: Formada em Direito pela USP; licenciada em inglês pela Universidade Mackenzie; habilitada em tradução pela Associação Alumni; pós-graduada em Linguística Aplicada pela Universidade de Birmingham e em Neurociências e Psicologia Aplicada pela Universidade Mackenzie e com curso de extensão em Mind, Brain and Education pela Harvard Extension School of Education. Com uma atuação de mais de 28 anos em escolas de inglês como língua estrangeira; coordenou equipes, dirigiu escola, treinou professores e elaborou materiais para o ensino de inglês além de ser examinadora oral dos exames Cambridge English credenciada pelo São Paulo Open Centre. Atualmente presta consultoria educacional e divulga a ciência da Mente, Cérebro e Educação pelo site www.neuroeducamente.com.br


paulo-fotoPaulo Jorge Storace Rota
é Bacharel em Ciências Sociais e Licenciado em História pela PUC-SP, pós-graduado em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo e em Administração Escolar e Coordenação Pedagógica pela Universidade Veiga Filho. Atualmente cursa a pós-graduação TIDD- Tecnologias da Inteligência e Design Digital na PUC-SP. Com experiência de mais de 20 anos na docência de História nos segmentos da Educação Básica, na rede pública e privada e na coordenação de pedagógica e gestão escolar de escolas da rede privada de ensino. É autor de livros das editoras Scipione, Rede Salesiana e Pueri Domus Escolas Associadas. Desde 2012 é assessor do Instituto Ayrton Senna, na coordenação da área de Ciências Humanas – implantação do Programa de Educação Integral da SEEDUC (Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro).

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